Friday, September 03, 2004

O Livro de Ricardo II


Era uma vez um país muito, muito pequenino em que viviam um Cretino, um Imbecil, o melhor Guarda redes da Europa em 2004 - curiosamente o ano em que se desenrola esta pequena história - e 10 milhões de abulicos portugueses. O Cretino, gozando com tudo e com todos, resolve, no mais importante evento desportivo em que Portugal jamais participou, colocar na baliza um Imbecil. Coitado... que responsabilidade, defender a honra de 10 milhões de portugueses numa final do campeonato europeu. E ainda por cima com um livro para escrever. O resultado é o que se vê na foto. Os 10 milhões de indiferentes portugueses perderam uma oportunidade única na sua já longa e tristonha história futebolística. E como julgam que termina esta triste histórinha? O Imbecil foi enviado para a sua terra com alcatrão e penas? O cretino terá ido para uma churrascaria trabalhar? Os 10 milhões de indolentes portugueses, aprenderam alguma coisa com isto tudo? E o melhor Guarda redes da Europa em 2004 que lugar ocupa nesta farsa toda? Terá insultado alguém? Terá abandonado a selecção deste miserável país que não o merece? Por incrivel que pareça tudo permaneceu exactamente como começou. O Cretino e o Imbecil sairam como heroís de toda esta impostura. E porquê? porque para os 10 milhões de inertes portugueses - no velho espirito nacional de mesquinhez e inveja - é mais importante desafiar aqueles que muito trabalham e tudo vencem, do que apoiar e defender um país unido e com todas as probabilidades de tudo ganhar - ou pelo menos honradamente lutar por isso. Triste. Muito triste. Mas como em todas as histórinhas também esta tem um final feliz. Sabem qual é? O melhor Guarda redes da Europa em 2004, não baixou os braços, continua a lutar. Como nunca. Não por qualquer tipo de interesse pessoal, mas por Valores em que acredita e que fazem dele o mais Campeão Guarda Redes do futebol mundial de todos os tempos. E eu acredito - na minha inocência - que o bem vai prevalecer e os apáticos 10 milhões de portugueses serão felizes um dia...

André Fontes