Tuesday, July 27, 2004

O que se passa Scolari?

CV - Vítor Baía - 26 titulos

89/90 Campeão Nacional90/91 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal91/92 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal92/93 Campeão Nacional93/94 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal94/95 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal95/96 Campeão Nacional96/97 Vencedor da Taça de Espanha; Vencedor da Taça das Taças; Vencedor da Supertaça de Espanha97/98 Campeão Espanhol98/99 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal99/00 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal02/03 Campeão Nacional; Vencedor da Taça de Portugal; Vencedor da Taça Uefa; Vencedor da Supertaça de Portugal 03/04 Campeão Nacional, Campeão Europeu por Clubes, Vencedor da Supertaça de Portugal. 

CV - Ricardo - 1 titulo
00/01 - Campeão Nacional

CV - Moreira - 1 titulo
 03/04 - Vencedor da Taça de Portugal

CV - Quim - 0 titulos

Tuesday, July 20, 2004

Fundação Vítor Baía ajuda pediatria do Porto


A Fundação Vítor Baía 99 realizou hoje a primeira acção de ajuda desde a sua criação, com o guarda-redes do FC Porto a oferecer quatro monitores para a pediatria daquela unidade hospitalar. 

«É a primeira acção da Fundação Vítor Baía 99 e é algo que me deixa orgulhoso de podermos colmatar uma carência importante na pediatria do IPO do Porto. Acima de tudo fico feliz porque as crianças ficam melhor servidas», realçou Vítor Baía que não se mostrou disponível para tecer comentários sobre o livro do guarda-redes Ricardo (Sporting).

O Livro de Ricardo


 
Ricardo defendeu um penalti e escreveu um livro. Foi convidado ao Herman Sic onde falou das suas viagens a Fátima, da família, etc. Ricardo é uma pessoa simples, simpática e sem carisma. Estimo-o, não o admiro. Até nem defende mal, mas cruzamentos não é com ele, como bem se viu no jogo contra a Grécia. Razões porque espero vê-lo na baliza do Sporting por muitos e bons anos. A propaganda da nação pegou em Ricardo: joga na selecção, é futebolista, devoto de fátima, só lhe falta cantar fado.   Vítor Baía é o jogador português com mais títulos, o melhor guarda-redes nacional. Por estes tempos dedica-se à sua fundação de solidariedade. Às injustiças pessoais que tem sofrido responde com um silêncio heróico, jamais respondeu amargo ao ódio invejoso de tantos. Sabemos há muito que as mitologias de estado jamais apagam os mitos que moram no íntimo coração dos povos. A invenção da história a posteriori não consegue fazer esquecer os seus artífices. Homem bonito e admirado, Baía conta, não por acaso, com paletes de campeonatos nacionais, uma Taça das taças, uma Taça Uefa, uma Liga dos campeões. O livro de Ricardo é um esforço que deverá merecer a nossa ternura.  
 
 Bruno Sena Martins


Monday, July 19, 2004

UEFA elegeu Baía o melhor da Europa

 
O guarda-redes Vitor Baía foi considerado pela UEFA, através do seu Grupo de Estudo Técnico, o melhor guarda-redes das competições europeias da época passada e receberá a distinção na Gala que aquele organismo efectua todos os anos no Mónaco, na véspera da disputa da Supertaça Europeia.

A atribuição do prémio não deixa de ser curiosa depois da polémica que rodeou a ausência do futebolista no lote de eleitos de Scolari para o Euro'2004 e, mais recentemente, das acusações efectuadas por Ricardo, titular da baliza do Sporting e da selecção nacional nessa competição.
Todos os anos, a UEFA distingue os melhores jogadores por posição, baseado nos desempenhos dos futebolistas nas competições que organiza entre clubes, um processo que atinge o ponto mais alto na véspera da realização, no principado, do jogo entre os vencedores da Liga dos Campeões e da Taça UEFA.

Vítor Baía não terá que se deslocar ao Mónaco para receber o prémio. A Gala da UEFA, que reúne anualmente alguns dos melhores futebolistas e treinadores do mundo, está agendada para o dia 26 de Agosto, um dia antes de FC Porto e Valência se defrontarem no estádio Luís II, tentando conquistar a Supertaça Europeia. Para os dragões será a segunda presença naquela competição em dois anos consecutivos, depois de no ano transacto terem sido derrotados pelo Milão, por 1-0.

A recepção do prémio será, certamente, um dos pontos mais altos da carreira futebolista, que ainda há três anos atrás era dado por muitos como acabado para o futebol, depois de uma série de lesões que o obrigaram a estar quase um ano parado. Por outro lado, será igualmente uma bofetada de luva branca do futebolista naqueles que duvidaram da sua capacidade de recuperação e de voltar a competir ao mais alto nível.

Por outro lado, com toda a subjectividade que escolhas deste tipo possam comportar, ser considerado o melhor guarda-redes das competições europeias pelos elementos do Grupo de Estudo Técnico da UEFA, que conta no seu quado elementos como Roy Hodgon, Gérard Houllier, Anghel Iordanescu e Andy Roxburgh é mais um ponto a baralhar a inexplicável ausência de Vítor Baía no Campeonato do Europa que se realizou em Portugal.

Refira-se, por último, que o guarda-redes do FC Porto sucede a Buffon, guarda-redes da Juventus e da selecção de Itália, que conquistou o prémio no ano passado, referente à época 2002/2003 e passará a figurar ao lado de nomes como Beckham, Zidane, Kahn, Ronaldo, Roberto Carlos, Raúl e Nedved.  
 
Rui Gomes
 
Comentário de Jorge Nuno Pinto da Costa:
 
"Não tenho conhecimento dessa distinção, mas se ela se vier a confirmar considero-a perfeitamente justa. Acho que na Europa toda a gente reconhece o mérito do Vítor Baía e a excepcional época que efectuou e em que demonstrou ser mesmo o melhor", sublinhou Pinto da Costa, concluindo com uma forte crítica a Luiz Felipe Scolari: "Só mesmo um sul-americano é que poderia não o reconhecer como o melhor. Se não tivesse sido assim, a esta hora o Vítor Baía poderia ser bicampeão da Europa"

Wednesday, July 14, 2004

Porquê sermos os melhores? Será que compensa?

Efectivamente num país que por vezes roça o absurdo, quando olhamos para os nossos mandantes e não nos reconhecemos, ou se calhar reconhecemos que o país é assim, temos uma alegria de ver na “nossa” Selecção Nacional os melhores!?

Afinal, a mensagem que os gurus da gestão estratégica nos passam está correcta e é cumprida: necessitamos dos melhores, devemos apostar na formação, …
Era bom, não era?

O “nosso” seleccionador nacional deu ao país uma lição: não é necessário ser o melhor, basta ter os melhores contactos para atingirmos os nossos fins.
Apesar do Sr. ser brasileiro, e português durante o torneio Euro 2004, rapidamente aprendeu a filosofia de funcionamento do Terreiro do Paço.

Ainda o Vítor Baía estava no começo da sua fantástica carreira, e já era submetido às injustiças que a paixão do futebol acarreta. Quando é Campeão Nacional de juvenis, e como recordação, solicita ao árbitro do último e decisivo encontro o apito. Cedo apareceram as primeiras atoardas, que não me digno aqui referir.
Podia agora falar de como abdicou de ser Campeão Mundial para conquistar a titularidade do seu clube, como foi enriquecendo o seu palmarés que guardião algum luso conseguiu, etc.

No entanto, na já sua longa, mas não terminada carreira, vemos um profissional que sempre respeitou o futebol, correctíssimo para com os seus colegas de profissão e para o público que são a alegria dos estádios. Apenas consigo comparar a sua atitude em campo, e fora dele, com um atleta de carácter irrepreensível: Gary Lineker.

Cruzei-me muito poucas vezes com Vítor Baía. Contudo, fica-me na retina uma noite em que ele estava visivelmente abatido. Estou a falar num dos dias seguintes ao lamentável episódio de Campo Maior. Penso que nessa altura ficou com a sensação de que não tinha dimensão para o nosso futebol. A certeza foi adquirida quando os 6 milhões de portugueses rejubilaram de alegria com o primeiro ano em Barcelona. De alegria em alegria iam adquirindo como certo o final da sua carreira, uma vez que a lesão do joelho não havia maneira de ser completamente debelada.

Eis que senão quando, restabelecido fisicamente, começa a adquirir a sua forma física, porque a mental nunca a perdeu.

E isto tudo de um menino que uma vez numa acção de captação de talentos, quando viu que já não havia vagas para outras posições, disse que era guarda-redes …

Paulo Pinto

O Carismático Guardião

Vítor Baía desperta Confiança, Força, Magia, Originalidade, Dinamismo, Presença, Magnetismo, Personalidade, Vitalidade, Atracão, Liderança, Perfeição, Estilo, Determinação, Rigor, Trabalho, União, Qualidade, Ideal, Capacidade, Humildade, Paixão, Querer, Ambição, Visão, Segurança, Vitoria, Amor...

José Alberto Sousa

Saturday, July 10, 2004

Baía e o Mundial da Koreia

Não há nada como acordar bem disposto e, em dois segundos, ficar transformado num monstro capaz de puxar fogo a um qualquer campo para crianças refugiadas. Dizia-me um amigo em defesa de Ricardo que, no Mundial da Koreia foi injusto Baía ter sido titular, pois não jogou a qualificação devido a lesão. Pergunto, na sequencia desse raciocínio brilhante, o Ronaldo*, que também esteve lesionado e não participou na qualificação da sua equipa, deveria ter sido suplente?

*(lembro que o Brasil foi campeão do mundo, Ronaldo foi o melhor marcador e melhor jogador da competição)

André Fontes

O Óbvio Ululante

Como diria Nelson Rodrigues, os nossos "cretinos fundamentais" defendem a titularidade de Ricardo na equipa de todos nós. A Selecção Nacional. Eu pergunto, quais são os critérios que presidem a esta imensa negligência? Qual o perfil mais adequado para presidir, por exemplo, a um BPI? Eu com três anos de experiência profissional e dois ou três projectos com sucesso, ou o Ilustre Artur Santos Silva, que detém um histórico profissional que me escuso de pronunciar, por motivos óbvios.

Vítor Baía tem 17 épocas de muito sucesso ao serviço dos seus clubes e Selecção Nacional. Vítor Baía venceu 26 competições, é o jogador português mais titulado da história do futebol nacional. Está no topo da sua carreira, é o actual guarda-redes Campeão Europeu de clubes. Ricardo venceu uma competição em toda a sua carreira. O que se passa?

André Fontes

P.S. Tudo o que Portugal alcançou no Euro 2004, foi conseguido "apesar" de Scolari.