Monday, June 20, 2005

You´ll never walk alone

Wednesday, May 18, 2005

Só eu sei...



♪ Como é bom ganhar uma Ta-ça UEFAAAAA ♪



Não é fácil vencer esta competição e é quase impossível vencer uma Champions League. Continuem a dizer mal de nós e a falar de árbitros...

P.S. No dia em que um Peseiro e um Ricardo ou um benfiquinha vencerem uma competição europeia, deixo de ver futebol.

Final da Taça UEFA: Sporting Clube de Portugal - 1 CSKA - 3



Com Vítor Baía isto não acontecia!

Wednesday, March 23, 2005

Orgulho - muito orgulho - em ser portista

Tive a (in)felicidade de assistir, no estádio, ao Sporting-Porto de segunda-feira à noite e devo dizer que, apesar do resultado, saí de lá extremamente satisfeito. Em primeiro lugar porque, por ser portador de um convite VIP, tive acesso, qual agente infiltrado, aos locais reservados a membros da Direcção e convidados ilustres – Jordão, Manuel Fernandes, Paulo Sousa, João Rocha, Vítor Pereira, estavam lá praticamente todos os que, de uma forma ou de outra, contribuíram nos últimos anos para os (felizmente poucos) sucessos do Sporting. O serviço de catering era excelente – pratos deliciosos, bolos, queijos, fruta, bebidas, tudo à descrição -, e por isso aproveitei para comer que nem um porco e, assim, contribuir, se bem que modestamente, para aumentar o já de si enorme passivo do Sporting.

Em segundo lugar, e falando do jogo propriamente dito, porque pude constatar algo que, apesar de óbvio, me deixou agradavelmente surpreendido: os adeptos do Sporting arrepiam-se todos sempre que a bola está a menos de 40 metros da baliza do Ricardo. É verdade. Eles não o suportam. Esqueçam tudo o que já ouviram ou leram por parte dos sportinguistas em relação ao Vítor Baía. Tudo não passa, percebo-o agora, de uma enormíssima frustração que resulta do facto de, não só o Porto ter o melhor guarda-redes português, mas sobretudo por terem que gramar com um que os faz tapar os olhos sempre que há um remate ou um cruzamento – ai, os cruzamentos!... – junto à sua baliza. É algo digno de se ver.

Quanto à exibição do Vítor Baía, cedo me apercebi que ía ser um daqueles jogos em que tudo corre lhe mal: remates à figura que ele não agarra à primeira; cruzamentos simples em que ele deixa passar a bola por entre as mãos; pontapés de baliza mal efectuados; enfim, uma exibição... à Ricardo. A verdade é que todos os anos o Baía faz um jogo como este. O ano passado foi contra o Gil Vicente, este ano coube a sorte ao Sporting. Só prova que ele é humano e, ao mesmo tempo, serve para que os Anti-Baía, pelo menos uma vez por ano, tenham a possibilidade de fazer aqueles comentários inteligentes e originais, tipo "E ainda querem que o Baía vá à Selecção!" ou "Eu sempre disse que ele não era grande coisa", sem os quais as suas vidas não fariam qualquer sentido.

Por fim, o momento alto da noite: ver 40 mil sportinguistas, aos 92 minutos de jogo, a gritar ‘Olés’ (mas borrados de medo de um possível empate!) contra uma quipa que está a jogar com 9, fez me sentir, por um lado, vergonha por estar naquele estádio, por outro, orgulho - muito orgulho - em ser portista.

Ricardo

Thursday, March 03, 2005

Vítor Baía



1. Surgiu de repente, vai para dezassete anos, porque era preciso guarda-redes para actuar em Guimarães; do teste por exclusão de partes, que não se esgotou no dia da estreia, em Setembro de 1988, Vítor Baía saiu vitorioso por serenidade, confiança e insistência, enquadrado pela impressionante classe que nunca o abandonou. Agiu então como se estivesse a cumprir o destino que só ele conhecia, indiferente às notícias de que, algures na Europa, havia quem procurasse alternativa mais fiável ao inesperado colapso de Mlynarczik. Porque adaptou o talento às circunstâncias e enriqueceu o currículo com números expressivos, tornou-se uma figura de referência. Porque joga cada vez melhor e não pára de somar títulos, tornou-se um mito eterno. No FC Porto e no futebol português.

2. Um dos grandes méritos de Vítor Baía foi interpretar perfeitamente cada etapa da carreira: revelou maturidade precoce, como adolescente deslumbrado, no primeiro impacto com a fama; travou a tempo a exuberância prejudicial no período em que foi cobiçado por meia Europa; redescobriu forças, preservou o orgulho e pôs à prova a ambição quando o joelho maldito lançou o desafio do futuro incerto; aproveitou a entrada na veterania para seleccionar as melhores qualidades e acrescentar a experiência que o tempo refinou. Cumpriu afinal o trajecto comum aos maiores guarda-redes da história do futebol. Tal como esses parceiros na lenda das balizas, só depois dos 30 anos conjugou a plenitude das qualidades técnicas, tácticas, físicas e psicológicas.

3. Lev Yashin (considerado o maior de todos os tempos) tinha 37 anos no Mundial de 1966, exemplo de longevidade e talento que, nas últimas três décadas, abrange figuras inesquecíveis como Sepp Maier, Fillol, Zoff, Clemence, Dassaev, Pfaff, Van Breukelen, Schmeichel e Kahn. Em Portugal, João Azevedo foi baluarte do Sporting dos “Violinos” até aos 36 anos, os mesmos com que Manuel Bento arrasou no Europeu de 1984 – e só a fractura em Saltillo (1986) o impediu de jogar ao mais alto nível para lá dos 40. Carlos Gomes, outro membro da ilustre dinastia, jura que em 1966, aos 34 anos, vivia o melhor momento da carreira ao serviço do Meknés (Marrocos) – diz ele, com o desassombro do costume, que o exílio forçado custou a Portugal o título de campeão do Mundo. Já Vítor Damas abandonou, aos 41 anos, cansado de ser o melhor e de ouvir dizer que estava velho e acabado.

4. Vítor Baía mantém intocáveis os valores juvenis de agilidade, elegância, coragem e velocidade de reacção; pelo caminho aperfeiçoou argumentos adultos como simplicidade de processos, tranquilidade, segurança e sentido de eficácia. Porque o tempo o encheu de medalhas e um líder também se constrói pelo efeito que provoca nos outros, assumiu o comando absoluto da manobra defensiva do FC Porto, tarefa para a qual se apetrechou com saber, credibilidade, voz e inteligência. Aos 35 anos, que era a idade de Michel Preud’homme quando chegou a Portugal, Vítor Baía atingiu a expressão máxima como guarda-redes, dando seguimento ao ciclo iniciado em 2002. Com uma vantagem: ainda não deu o mais leve indício de ter entrado no último capítulo da história.

Rui Dias

Wednesday, December 29, 2004

Só para dizer...



...e porque ainda ninguém o disse, que o Campeoníssimo Vítor Baía tem mais titulos conquistados sozinho do que TODOS os jogadores dos planteis do Sporting e Benfica juntos. Talvez seja mais lógico justificar a nossa imensa superioridade assim, do que com historinhas fantasticas de que somos sistematicamente beneficiados por Carlos Valentes, Jorges Coroados, Brunos Paixões, Lucilios Batistas e Companhia Limitada. Não vos parece?

Monday, December 13, 2004

Vítor "O Campeão do Mundo" Baía



Que ano!

Bi-Campeão Nacional
Campeão EuropeuCampeão Mundial
Premio de Melhor Guarda-Redes da Europa
Record mundial de titulos conquistados - 27!

Obrigado Campeão dos Campeões

Tuesday, November 09, 2004

Ops!



Que eu sou mesmo fraco.

Ricardo já encaixou 20 golos nas 7 visitas às antas, +/- 3 por jogo. Nada mau...

Eu já sabia... (longo bocejo)



Obrigado Ricardo.

GK como Shmeichel, Damas, Azevedo e até o campeão pelo sporting, Nélson mereciam mais respeito.

Wednesday, October 20, 2004

A Prova irrefutável de que não foi golo

(e mesmo que tivesse sido era humanamente impossível em directo que o árbitro a visse totalmente lá dentro)

http://www.sinelimite-europe.com/doc/Benf-Port.wmv

Como podem verificar, temos guarda-redes para mais 10 anos!


Crer para ver

Contam-me que certo dia, na quinta de Jorge de Brito, reuniram-se 4 amigos especialistas no tiro ao pato. No momento em que o pato voava por cima das suas cabeças ouviram-se 4 tiros:

Vale e Azevedo - " a esta hora e com tanta luminosidade não é possivel acertar em nada "

José Veiga - " Realmente esta industria de armas nacional, não presta para nada. Se fosse uma espingarda soviética não falhava "

Dias da Cunha - " Estes patos aqui são muito traiçoeiros. Uma pessoa calcula que eles vão alterar o voo e eles, vigarizam-nos, continuando a voar em linha recta "

Luís Filipe Vieira - " Meus senhores, tenho a impressão que não perceberam que, neste instante assistimos a um milagre - pela primeira vez na história estamos a ver um pato morto a voar..."

Friday, October 15, 2004

Parabéns Vítor Manuel Martins Baía

Data de nascimento: 15/10/69

Internacionalizações A: 80 Clubes que representou: FC Porto e Barcelona

14 Épocas na SuperLiga 355 jogos na SuperLiga 180 golos sofridos (média de 0,5 por jogo)

Pior época: 90/91 (22 golos sofridos)

Palmarés nacional:

8 Campeonatos 4 Taças de Portugal 8 Supertaças

Palmarés internacional:

1 Liga dos Campeões
1 Taça das Taças
1 Taça UEFA
1 Campeonato de Espanha
2 Taças de Espanha

Troféus conquistados: 26

Wednesday, October 13, 2004

Футбольные Ricardo команд

*

Самые свежие новости мировой футбольной жизни. Подробное "освешение матчей Лиги Чемпионов, Кубка УЕФА, ЕВРО-2006, а таже обзоры чемпионатов ведущих футбольных" держав Европы. Обновляется постоянно по мере поступления Ricardo.

Tuesday, October 12, 2004

Vítor Baía - O Campeão dos Campeões

*

O ano passado Vítor Baía foi à luz como Campeão Nacional e Vencedor da Taça Uefa.

Este ano Vítor Baía vai à luz como Bi-Campeão Nacional, Vencedor da Liga dos Campeões e com o titulo de melhor guarda redes da Champions League em 2004.

Para o ano Vítor Baía irá à luz como Tri-Campeão Nacional e Campeão do Mundo a nível de clubes (vencendo a Taça Intercontinental).

E o que é que ele diz?

«É um jogo para vencer.»

Há dúvidas?

* Imagem encontrada no blog do Dragão

Empatar 2-2 com o Liechtenstein???

Já não digo Baía - 88 internacionalizações; 26 titulos; Campeão Europeu e Nacional 2004 - à selecção. Digo, Moreira, Nélson ou até o Nuno. Se calhar, o guarda redes escritor devia ter defendido sem luvas nos jogos com o Leiria e Liechtenstein...

E o Quaresma? Titular desde os 15 anos em todas a selecções nacionais vencendo campeonatos europeus. Contratado - não por acaso - pelo Barcelona e no ano seguinte pelo clube campeão europeu. Está num bom momento de forma, não é, sequer, convocado. Ninguém fala? O Boa morte é que é...

Pauleta - o intocável - 16º jogo consecutivo em que não joga a ponta de um corno. E deixa-me um Postiga no banco... Contado ninguém acredita.

Para um país de merda, um treinador de merda. Está tudo bem, portanto.

O guarda redes Escritor

" Depois do segundo golo do Leiria, o Ricardo já é conhecido como o «Professor»: demora uma eternidade até estar colocado e mesmo assim nunca o é correctamente. "
Produções Fictícias

Friday, September 03, 2004

O Livro de Ricardo II


Era uma vez um país muito, muito pequenino em que viviam um Cretino, um Imbecil, o melhor Guarda redes da Europa em 2004 - curiosamente o ano em que se desenrola esta pequena história - e 10 milhões de abulicos portugueses. O Cretino, gozando com tudo e com todos, resolve, no mais importante evento desportivo em que Portugal jamais participou, colocar na baliza um Imbecil. Coitado... que responsabilidade, defender a honra de 10 milhões de portugueses numa final do campeonato europeu. E ainda por cima com um livro para escrever. O resultado é o que se vê na foto. Os 10 milhões de indiferentes portugueses perderam uma oportunidade única na sua já longa e tristonha história futebolística. E como julgam que termina esta triste histórinha? O Imbecil foi enviado para a sua terra com alcatrão e penas? O cretino terá ido para uma churrascaria trabalhar? Os 10 milhões de indolentes portugueses, aprenderam alguma coisa com isto tudo? E o melhor Guarda redes da Europa em 2004 que lugar ocupa nesta farsa toda? Terá insultado alguém? Terá abandonado a selecção deste miserável país que não o merece? Por incrivel que pareça tudo permaneceu exactamente como começou. O Cretino e o Imbecil sairam como heroís de toda esta impostura. E porquê? porque para os 10 milhões de inertes portugueses - no velho espirito nacional de mesquinhez e inveja - é mais importante desafiar aqueles que muito trabalham e tudo vencem, do que apoiar e defender um país unido e com todas as probabilidades de tudo ganhar - ou pelo menos honradamente lutar por isso. Triste. Muito triste. Mas como em todas as histórinhas também esta tem um final feliz. Sabem qual é? O melhor Guarda redes da Europa em 2004, não baixou os braços, continua a lutar. Como nunca. Não por qualquer tipo de interesse pessoal, mas por Valores em que acredita e que fazem dele o mais Campeão Guarda Redes do futebol mundial de todos os tempos. E eu acredito - na minha inocência - que o bem vai prevalecer e os apáticos 10 milhões de portugueses serão felizes um dia...

André Fontes

Saturday, August 21, 2004

Baía dos recordes

Vítor Baía é o jogador com mais títulos conquistados a nível mundial! Ao levantar ontem a Supertaça Cândido de Oliveira, o guarda-redes do FC Porto somou a 26.ª conquista na sua carreira, ultrapassando a marca alcançada por Pelé, Paulo Maldini e Frank Rijkaard.

«Fico feliz e orgulhoso por poder acrescentar este ao meu currículo. Sei que não se pode agradar a todos, mas sinto-me bem por ajudar o FC Porto. Para a semana temos outra meta importante para cortar; queremos trazer a Supertaça europeia para Portugal

Uns escrevem livros. Outros... levantam Taças.

Tuesday, July 27, 2004

O que se passa Scolari?

CV - Vítor Baía - 26 titulos

89/90 Campeão Nacional90/91 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal91/92 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal92/93 Campeão Nacional93/94 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal94/95 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal95/96 Campeão Nacional96/97 Vencedor da Taça de Espanha; Vencedor da Taça das Taças; Vencedor da Supertaça de Espanha97/98 Campeão Espanhol98/99 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal99/00 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal02/03 Campeão Nacional; Vencedor da Taça de Portugal; Vencedor da Taça Uefa; Vencedor da Supertaça de Portugal 03/04 Campeão Nacional, Campeão Europeu por Clubes, Vencedor da Supertaça de Portugal. 

CV - Ricardo - 1 titulo
00/01 - Campeão Nacional

CV - Moreira - 1 titulo
 03/04 - Vencedor da Taça de Portugal

CV - Quim - 0 titulos

Tuesday, July 20, 2004

Fundação Vítor Baía ajuda pediatria do Porto


A Fundação Vítor Baía 99 realizou hoje a primeira acção de ajuda desde a sua criação, com o guarda-redes do FC Porto a oferecer quatro monitores para a pediatria daquela unidade hospitalar. 

«É a primeira acção da Fundação Vítor Baía 99 e é algo que me deixa orgulhoso de podermos colmatar uma carência importante na pediatria do IPO do Porto. Acima de tudo fico feliz porque as crianças ficam melhor servidas», realçou Vítor Baía que não se mostrou disponível para tecer comentários sobre o livro do guarda-redes Ricardo (Sporting).

O Livro de Ricardo


 
Ricardo defendeu um penalti e escreveu um livro. Foi convidado ao Herman Sic onde falou das suas viagens a Fátima, da família, etc. Ricardo é uma pessoa simples, simpática e sem carisma. Estimo-o, não o admiro. Até nem defende mal, mas cruzamentos não é com ele, como bem se viu no jogo contra a Grécia. Razões porque espero vê-lo na baliza do Sporting por muitos e bons anos. A propaganda da nação pegou em Ricardo: joga na selecção, é futebolista, devoto de fátima, só lhe falta cantar fado.   Vítor Baía é o jogador português com mais títulos, o melhor guarda-redes nacional. Por estes tempos dedica-se à sua fundação de solidariedade. Às injustiças pessoais que tem sofrido responde com um silêncio heróico, jamais respondeu amargo ao ódio invejoso de tantos. Sabemos há muito que as mitologias de estado jamais apagam os mitos que moram no íntimo coração dos povos. A invenção da história a posteriori não consegue fazer esquecer os seus artífices. Homem bonito e admirado, Baía conta, não por acaso, com paletes de campeonatos nacionais, uma Taça das taças, uma Taça Uefa, uma Liga dos campeões. O livro de Ricardo é um esforço que deverá merecer a nossa ternura.  
 
 Bruno Sena Martins


Monday, July 19, 2004

UEFA elegeu Baía o melhor da Europa

 
O guarda-redes Vitor Baía foi considerado pela UEFA, através do seu Grupo de Estudo Técnico, o melhor guarda-redes das competições europeias da época passada e receberá a distinção na Gala que aquele organismo efectua todos os anos no Mónaco, na véspera da disputa da Supertaça Europeia.

A atribuição do prémio não deixa de ser curiosa depois da polémica que rodeou a ausência do futebolista no lote de eleitos de Scolari para o Euro'2004 e, mais recentemente, das acusações efectuadas por Ricardo, titular da baliza do Sporting e da selecção nacional nessa competição.
Todos os anos, a UEFA distingue os melhores jogadores por posição, baseado nos desempenhos dos futebolistas nas competições que organiza entre clubes, um processo que atinge o ponto mais alto na véspera da realização, no principado, do jogo entre os vencedores da Liga dos Campeões e da Taça UEFA.

Vítor Baía não terá que se deslocar ao Mónaco para receber o prémio. A Gala da UEFA, que reúne anualmente alguns dos melhores futebolistas e treinadores do mundo, está agendada para o dia 26 de Agosto, um dia antes de FC Porto e Valência se defrontarem no estádio Luís II, tentando conquistar a Supertaça Europeia. Para os dragões será a segunda presença naquela competição em dois anos consecutivos, depois de no ano transacto terem sido derrotados pelo Milão, por 1-0.

A recepção do prémio será, certamente, um dos pontos mais altos da carreira futebolista, que ainda há três anos atrás era dado por muitos como acabado para o futebol, depois de uma série de lesões que o obrigaram a estar quase um ano parado. Por outro lado, será igualmente uma bofetada de luva branca do futebolista naqueles que duvidaram da sua capacidade de recuperação e de voltar a competir ao mais alto nível.

Por outro lado, com toda a subjectividade que escolhas deste tipo possam comportar, ser considerado o melhor guarda-redes das competições europeias pelos elementos do Grupo de Estudo Técnico da UEFA, que conta no seu quado elementos como Roy Hodgon, Gérard Houllier, Anghel Iordanescu e Andy Roxburgh é mais um ponto a baralhar a inexplicável ausência de Vítor Baía no Campeonato do Europa que se realizou em Portugal.

Refira-se, por último, que o guarda-redes do FC Porto sucede a Buffon, guarda-redes da Juventus e da selecção de Itália, que conquistou o prémio no ano passado, referente à época 2002/2003 e passará a figurar ao lado de nomes como Beckham, Zidane, Kahn, Ronaldo, Roberto Carlos, Raúl e Nedved.  
 
Rui Gomes
 
Comentário de Jorge Nuno Pinto da Costa:
 
"Não tenho conhecimento dessa distinção, mas se ela se vier a confirmar considero-a perfeitamente justa. Acho que na Europa toda a gente reconhece o mérito do Vítor Baía e a excepcional época que efectuou e em que demonstrou ser mesmo o melhor", sublinhou Pinto da Costa, concluindo com uma forte crítica a Luiz Felipe Scolari: "Só mesmo um sul-americano é que poderia não o reconhecer como o melhor. Se não tivesse sido assim, a esta hora o Vítor Baía poderia ser bicampeão da Europa"

Wednesday, July 14, 2004

Porquê sermos os melhores? Será que compensa?

Efectivamente num país que por vezes roça o absurdo, quando olhamos para os nossos mandantes e não nos reconhecemos, ou se calhar reconhecemos que o país é assim, temos uma alegria de ver na “nossa” Selecção Nacional os melhores!?

Afinal, a mensagem que os gurus da gestão estratégica nos passam está correcta e é cumprida: necessitamos dos melhores, devemos apostar na formação, …
Era bom, não era?

O “nosso” seleccionador nacional deu ao país uma lição: não é necessário ser o melhor, basta ter os melhores contactos para atingirmos os nossos fins.
Apesar do Sr. ser brasileiro, e português durante o torneio Euro 2004, rapidamente aprendeu a filosofia de funcionamento do Terreiro do Paço.

Ainda o Vítor Baía estava no começo da sua fantástica carreira, e já era submetido às injustiças que a paixão do futebol acarreta. Quando é Campeão Nacional de juvenis, e como recordação, solicita ao árbitro do último e decisivo encontro o apito. Cedo apareceram as primeiras atoardas, que não me digno aqui referir.
Podia agora falar de como abdicou de ser Campeão Mundial para conquistar a titularidade do seu clube, como foi enriquecendo o seu palmarés que guardião algum luso conseguiu, etc.

No entanto, na já sua longa, mas não terminada carreira, vemos um profissional que sempre respeitou o futebol, correctíssimo para com os seus colegas de profissão e para o público que são a alegria dos estádios. Apenas consigo comparar a sua atitude em campo, e fora dele, com um atleta de carácter irrepreensível: Gary Lineker.

Cruzei-me muito poucas vezes com Vítor Baía. Contudo, fica-me na retina uma noite em que ele estava visivelmente abatido. Estou a falar num dos dias seguintes ao lamentável episódio de Campo Maior. Penso que nessa altura ficou com a sensação de que não tinha dimensão para o nosso futebol. A certeza foi adquirida quando os 6 milhões de portugueses rejubilaram de alegria com o primeiro ano em Barcelona. De alegria em alegria iam adquirindo como certo o final da sua carreira, uma vez que a lesão do joelho não havia maneira de ser completamente debelada.

Eis que senão quando, restabelecido fisicamente, começa a adquirir a sua forma física, porque a mental nunca a perdeu.

E isto tudo de um menino que uma vez numa acção de captação de talentos, quando viu que já não havia vagas para outras posições, disse que era guarda-redes …

Paulo Pinto

O Carismático Guardião

Vítor Baía desperta Confiança, Força, Magia, Originalidade, Dinamismo, Presença, Magnetismo, Personalidade, Vitalidade, Atracão, Liderança, Perfeição, Estilo, Determinação, Rigor, Trabalho, União, Qualidade, Ideal, Capacidade, Humildade, Paixão, Querer, Ambição, Visão, Segurança, Vitoria, Amor...

José Alberto Sousa

Saturday, July 10, 2004

Baía e o Mundial da Koreia

Não há nada como acordar bem disposto e, em dois segundos, ficar transformado num monstro capaz de puxar fogo a um qualquer campo para crianças refugiadas. Dizia-me um amigo em defesa de Ricardo que, no Mundial da Koreia foi injusto Baía ter sido titular, pois não jogou a qualificação devido a lesão. Pergunto, na sequencia desse raciocínio brilhante, o Ronaldo*, que também esteve lesionado e não participou na qualificação da sua equipa, deveria ter sido suplente?

*(lembro que o Brasil foi campeão do mundo, Ronaldo foi o melhor marcador e melhor jogador da competição)

André Fontes

O Óbvio Ululante

Como diria Nelson Rodrigues, os nossos "cretinos fundamentais" defendem a titularidade de Ricardo na equipa de todos nós. A Selecção Nacional. Eu pergunto, quais são os critérios que presidem a esta imensa negligência? Qual o perfil mais adequado para presidir, por exemplo, a um BPI? Eu com três anos de experiência profissional e dois ou três projectos com sucesso, ou o Ilustre Artur Santos Silva, que detém um histórico profissional que me escuso de pronunciar, por motivos óbvios.

Vítor Baía tem 17 épocas de muito sucesso ao serviço dos seus clubes e Selecção Nacional. Vítor Baía venceu 26 competições, é o jogador português mais titulado da história do futebol nacional. Está no topo da sua carreira, é o actual guarda-redes Campeão Europeu de clubes. Ricardo venceu uma competição em toda a sua carreira. O que se passa?

André Fontes

P.S. Tudo o que Portugal alcançou no Euro 2004, foi conseguido "apesar" de Scolari.

Sunday, June 27, 2004

Baía vs Ricardo

A questão do momento: houve perseguição ao guarda-redes Ricardo? Claro que sim; uma perseguição implacável, que dura desde o Mundial'2002 e ganhou fôlego nas últimas 48 horas. Querem que ele seja melhor do que Vítor Baía à força. Ricardo joga o Europeu por ele e por muitas outras almas que têm a sanidade mental dependente dessa premissa. Com tanta gente na baliza portuguesa, até me surpreende que Portugal tenha sofrido três golos, quase tanto como me impressiona a goleada que Baía levou sem ter posto os pés na relva.

Para além de todas as grandes defesas que não fez no Euro'2004, Baía viu a carreira comprometida por alguns dos acontecimentos recentes que negligenciou: sim, tem mais um ou dois títulos que Ricardo (26 para ser exacto), mas contribuiu para eles com algum golo, um só para amostra? Não. Derrota por KO técnico. Como se fartaram de invocar os vencedores nestes últimos dias, é bem visto parar por aqui a campanha anti-Baía que Ricardo tem vindo a suportar com a dignidade de um mártir.

Defendeu um penálti e marcou outro: que mais precisa um homem de fazer para provar que é o melhor guarda-redes português? Arranjar um abaixo-assinado? Nem seria má ideia, se, ao menos, as pessoas se abstivessem de escrever, por cima das assinaturas, dúzias de comentários completos dando conta da natural repugnância que sentem pela opinião inadmissível dos outros, coisa e tal. Demasiado papel, já muito perto do desastre ecológico e ainda por cima desnecessário. Os partidários de Ricardo têm razão: é tempo de acabar com as referências a Baía. Fico à espera que passem da teoria à prática.

José Manuel Ribeiro

Saturday, June 26, 2004

A superior qualidade de Vítor Baía

"...Critiquei as opções iniciais, continuo a pensar que, com uma visão ou convicção antecipada das necessidades da equipa e das qualidades dos jogadores, o período de preparação poderia ter sido utilizado de forma profícua e com um desenvolvimento colectivo tremendo em volta de um núcleo azul. Continuo a defender, por exemplo, a superior qualidade de Vítor Baía e não são um penálti defendido e um marcado que me fazem pensar que Ricardo é uma opção mais coerente..."

José Mourinho treinador Campeão Europeu de clubes.

Thursday, June 03, 2004

Fundação é a melhor defesa da carreira de Vítor Baía



Vítor Baía apresentou esta terça-feira, no auditório do Estádio do Dragão, a Fundação Vítor Baía 99, entidade que visa ajudar as crianças e os adolescentes desfavorecidos. O guarda-redes do F.C. Porto escolheu propositadamente o Dia Mundial da Criança para dar conta à Comunicação Social desta iniciativa.

«Esta era uma ideia que tinha há muito tempo», explicou Vítor Baía, num discurso marcado pela satisfação e pelo orgulho. «Gostei sempre de ser solidário, mas agora posso finalmente saborear este momento especial. Esta talvez seja a minha melhor defesa, o meu melhor jogo ou o meu maior título. Quem me conhece sabe que sempre me preocupei com as pessoas desfavorecidas».

Sem se deter, Vítor Baía deixou mesmo transparecer tudo aquilo que lhe vagueava na alma num evento que jamais esquecerá. «Sinto-me um homem realizado e feliz a nível pessoal e profissional e sei que a minha felicidade tem também a ver com a forma como conseguir retribuir a quem me apoia e gosta de mim. Quero que a fundação seja nacional e que a sua acção não se fique apenas pela cidade do Porto».

Enquanto dá os primeiros passos, a Fundação Vítor Baía 99 já definiu várias iniciativas: venda de títulos de propriedade (um Euro) de uma bicicleta doada à entidade e que visa entrar para o Guiness Book como sendo a bicicleta com mais proprietários, organização de uma semana social com visita a várias instituições de solidariedade, participação num jantar para recolha de fundos, criação de uma bolsa de estudo na área do desporto para jovens de países lusófonos e constituição de um clube de guarda-redes.

Todos com a Selecção!

O remate é forte, bem colocado, mas mais uma vez Vítor Baía responde à altura das exigências, desviando com meia dúzia de palavras as más intenções de um disparo saído dos pés do Europeu. A alma acusa o momento mas a mente que a guia é forte para contornar o sentimento e olhar de forma nobre para o objectivo de um País. Enfim, uma defesa... ao seu estilo.



A mesma frieza evidenciada entre os postes, a mesma frontalidade com que encara o mais perigoso avançado à face do universo. Vítor Baía continua igual a si próprio, seja de luvas e chuteiras calçadas, seja com um fato de corte italiano vestido. Azul, pois claro. É assim que elimina o desconforto da questão que anda na boca de meio mundo: como se sente o guarda-redes campeão nacional e vencedor da última edição da Liga dos Campeões com o facto de ser forçado a seguir o Europeu pela televisão? «Já se falou muito sobre essa situação. É lógico que há alguma tristeza, mas prefiro enaltecer tudo o que de bom vivi com a camisola da Selecção Nacional », sai com delicadeza do lance perigoso, «feliz e com a consciência tranquila de ter defendido da melhor maneira possível o nosso país». No sofá «sofre-se mais». Desconforto que o guardião nacional vai «ter de aguentar », especialmente no momento em que a bola começar a rolar pelo relvado e da bancada se gritar Portugal. «Aí, vou torcer por fora esperando que a Selecção consiga vencer», junta a sua voz à dos milhões de portugueses, «respeitando as opções tomadas» e com o «forte desejo » de ver Figo e companhia «vencerem a final na Luz». «Não só no Dragão como no País inteiro, todos devem estar com a Selecção », faz o apelo à nação. O que nem a ausência do torneio do Velho Continente poderá beliscar é o nível elevadíssimo da temporada realizada por Vítor Baía. «Melhor seria impossível», deixa escapar, até porque a ela se associa a «conquista de títulos importantes». Campanha em que o 99 portista adquiriu o passe para o clube restrito dos jogadores que venceram as três provas europeias, designadamente a Liga dos Campeões, a Taça UEFA e a extinta Taça das Taças. «É gratificante e extraordinário poder juntar todos os troféus de clubes a nível europeu. É isto que faz e que perpetua uma carreira. Sinto-me feliz por tudo o que tenho feito».

Saturday, May 29, 2004

Eu tive um sonho, e nesse sonho o melhor Guarda-Redes do Mundo e um dos melhores na História do Futebol, erguia a Taça dos Campeões Europeus.



A imagem monumentaliza, como acontece com certas esculturas, uma ideia. Porventura a de heroísmo, porventura a de saudade, certamente a de eternidade.

"Aquilo que conta numa imagem não é o seu pobre conteúdo, mas sim a louca energia captada prestes a explodir" - Deleuze

QUESTÃO DE RESPEITO OU DE INTELIGÊNCIA?

Ricardo recusou envolver-se na polémica, mesmo quando questionado sobre se Vítor Baía deveria, ou não, estar entre os 23 eleitos: "Perguntar isso, é uma falta de respeito para quem cá está". "Se o treinador entendeu que os guarda-redes que estão aqui são os melhores, também entendo que sim", acrescentou.



Pode existir uma outra interpretação acerca do respeito que um jogador merece - por exemplo, forçar toda a lógica e colocar na baliza da selecção um guarda-redes que está na sua pior forma de sempre...

... e pôr de lado, nem sequer o escolher entre os 3 melhores na sua posição, um outro guarda-redes que está num pico de forma e de auto-confiança...

... e que nos últimos dois anos ganhou 2 campeonatos nacionais e duas Taças Europeias...

e esteve, a todos os níveis, muito melhor do que o foi escolhido para a selecção, sobretudo na raça que exala e na segurança que inspira...

...pode ser um acto de genuína estupidez do seleccionador e que pode colocar o guarda-redes escolhido numa pressão insuportável - se Ricardo falhar no Euro 2004, pode ser o princípio do fim da sua carreira.

Oxalá que não...


Carlos Alves

Baía's courageous comeback




Tuesday, 02 September 2003
By Carlos Carvalho

The phoenix from the flames. It is an adage that could well apply to the FC Porto goalkeeper Vítor Baía. After a long-term knee injury that required painstaking surgery, the Portuguese international has the same desire he possessed before injury left him with a mountain to climb to resurrect his career.

Elegant performer
Vítor Baía is considered his country's best goalkeeper of all time. "He has all the necessary characteristics of a goalkeeper - and adds to this his own unique elegance," said one observer. And now he is back in business, his superb displays having helped Porto claim the Portuguese Superliga, the Portuguese Cup and, best of all, the UEFA Cup last season.

Dream move
Those performances recalled the Vítor Baía of the mid-1990s, whose form had prompted a €6m transfer to FC Barcelona from Porto in 1996. But after a hero's welcome to Catalonia, the dream move turned sour. Following a fine debut season at Camp Nou, a severe injury to his left knee put his career in doubt, and when he tried to play through the problem, his reputation also hung in the balance.

Four operations
Surgery was needed on four occasions with the aid of top orthopaedic specialists including Spanish professor Josef Borrel, doctor Mário Beça in Portugal, and then Bosnian surgeon Nebosja Popovic - first in Belgium and then at a specialised hospital near Porto. All the while, Vítor Baía showed faith in his own will and rejected any psychological support. "I was perfectly aware of the risks," he said. The 33-year-old remembers the "tremendous pressure" he faced at the time, but a move back to Porto in 2000, after an initial return on loan, proved beneficial.

No regrets
Now he is through the barrier of his comeback, the player has no regrets. "I knew I was going to recover because I have a strong will and enjoyed the support of my wife and sons as well as the Porto management," he explained. "I also had the privilege of knowing who my true friends were. I found out about those people who seemed to be friends but walked away. There were so many rumours and a lot of wrong information. Only a few people believed I would be a top goalkeeper again."

Shining example
Vítor Baía recognises that he learned an important lesson, saying: "I have grown up a lot as a human being and as an athlete. Today I feel stronger and much better prepared to face any eventuality - any good or bad thing that can happen to me." Back at the top of his profession, he merely wants to "enjoy the matches, take pleasure from the game, enjoy being on the pitch again irrespective of whether my team wins or loses". By showing this ambition, confidence and willpower, Vítor Baía is an example of how players can overcome serious injury and haul themselves back up the ladder.

Fonte site da Uefa

“A Selecção merece um Vitor Baía?”




Diz o Eng.º Gilberto Madaíl que tem uma grande admiração pelo Vitor Baía. Ainda bem. Não é o único.
A propósito destas declarações veio à baila, pela enésima vez, a questão “O Vitor Baía merece estar na Selecção?” - anti-portistas e Seleccionador Nacional à parte, parece não haver grandes dúvidas sobre a resposta: sim, merece.
Parece-me, no entanto, que, por ser tão óbvia a resposta, já vai sendo tempo de os jornalistas reformularem a pergunta. Em vez de “O Vitor Baía merece estar na Selecção?” talvez comece a fazer mais sentido perguntar “A Selecção merece ter o Vitor Baía?” Eu acho que não.

Ricardo Oliveira

onze!




Krajl, Rui Correia, Wosniak, Silvino, Eriksson, Vitor Nóvoa, Costinha, Hilário, Silvino (é outro), Pedro Espinha e Jorge Silva. São onze - onze! - e já passaram pela baliza do Porto quando o Baía esteve lesionado, castigado ou emigrado. Há mais, mas, todos eles, juntos, ao mesmo tempo, na mesma baliza, não fazem um Vitor Baía.

Ricardo Oliveira

O Esteta Baía



A talho de foice, vem também a já tão falada exclusão de Vítor Baía – também ele distinguido pela «Gazzetta dello Sport» como o melhor guarda- redes desta fase da Liga dos Campeões. Baía está a realizar uma época simplesmente brilhante, exibindo classe, calma e confiança em todos os jogos e todos os ambientes, por mais difíceis que sejam.O país inteiro sabe e vê semanalmente que Baía é actualmente o guarda-redes português em melhor forma, seguido do Moreira. Ele é, além disso e desde sempre, o único que temos que domina por completo o jogo aéreo, com um tempo de saída perfeito e uma calma que chega a parecer arrogância aos adversários. Como tudo o indica, Baía vai ser excluído do Europeu, por razões pessoais do seleccionador, que nunca ninguém entendeu, mas que obviamente não têm que ver com ele mas com o clube que representa – como o provou a célebre provocação de chamar à Selecção o terceiro guarda-redes do FC Porto, para o fazer jogar um minuto e evidentemente desaparecer das convocatórias desde então e para todo o sempre. Scolari vai portanto, mantendo a sua soberba, optar por Ricardo e Quim – qualquer deles com quase o dobro de golos sofridos no campeonato em relação a Baía. Apesar de ser de bom e patrioteiro tom prestar tributo, se não mesmo vassalagem a Scolari, é necessário ter a coragem de dizer que a exclusão de Baía é um acto determinado por exclusivas razões pessoais, que seguramente não são recomendáveis. Vítor Baía tem uma longa e prestigiosa carreira ao serviço do futebol e da Selecção de Portugal. Scolari, ao fim de mais de um ano – veremos o que consegue amanhã, contra a Itália – tem apenas no currículo ao serviço da Selecção, além de uma histórica derrota com a Espanha, uma série de jogos inconsequentes, alguns piores, outros menos maus.

Miguel Sousa Tavares antes do jogo com a Itália

La Sagesse




Após o sorteio do europeu, o jornalista questionou o seleccionador Francês acerca das hipóteses da selecção portuguesa. Já bem bastava este paroquialismo que se vai tornando num clássico do pedantismo nacional, sempre que a nossa comunicação social entrevista alguém com um BI estrangeiro lá sai a pergunta: "Então e Portugal, o que é que acha?" E pronto, que remédio! Lá se descosem os estranjas falando do bacalhau que comeram uma vez e do primo da irmã da vizinha que tem um irmão que foi passar férias a Portugal e, claro, gostou muito. Mas, o que é mesmo interessante é a resposta do seleccionador francês. Disse ele que Porugual terá boas hipóteses porque tem um seleccionador campeão do mundo e jogadores de indesmentível qualidade internacional. agora atenção. Falou de Rui Costa, Figo, Fernado Couto e ... Vítor Baía. Para alguns esta menção a um guarda-redes tão marginal demonstra a ignorância do francês. Outros há que calam a escrita em jeito de enigma.

Bruno Sena Martins

O regresso do monstro



1. O tempo cumpriu a obrigação e deu-lhe a experiência que o tornou ainda mais brilhante e seguro. Ele aceitou as regras do jogo e seguiu o manual adequado às circunstâncias: aperfeiçoou o domínio dos valores adultos que só a idade permite interpretar totalmente (serenidade, estatuto, liderança.) e manteve intactos os pressupostos adolescentes de quem entrou nas nossas vidas, no final da década de 80, como fenómeno precoce baseado em raciocínio rápido, confiança, trabalho e talento natural. Porque o processo de´construção de um guarda-redes é evolutivo e contingente - exige um~enriquecimento gradual de argumentos, proibindo danos irreparáveis naqueles que já são considerados adquiridos -, só entre os 33 e os 34 anos consumou o resumo de todas as qualidades e atingiu a máxima expressão como grande senhor das balizas.

2. Defensor de conceitos estéticos apurados, Vítor Baía adaptou elegância e desejo de participação às necessidades do colectivo. Moderou ímpetos e transformou-se na verdadeira enciclopédia do guarda-redes de grandes equipas: por ser um espectador que também entra no filme, estimulou os requisitos da paciência; por ser um observador que não está autorizado a distrair-se, mantém a concentração em alerta máximo; por ser um protagonista eterno mas passar boa parte do tempo como actor secundário, controla as
emoções e armazena dados no disco rígido enquanto a acção se desenrola do outro lado do campo. Agora que joga cada vez melhor com os pés, já não é um prisioneiro da área; mas porque o sentido de responsabilidade fala mais alto, também não será afectado pelas extravagâncias de quem pretende conquistar o Mundo.

3. Perto dos 30 anos, imposto obrigatório que os guarda-redes pagam para~atingir a plena maturidade, lesionou-se gravemente no joelho direito. Nesse percurso de dor e esperança, decidiu recuar no tempo e recuperar, no papel de veterano em dificuldades, a força motriz da juventude: em nome de um sonho, reformulou o conceito de ambição e o orgulho de ser jogador de futebol; porque não queria ficar a meio da viagem, despertou as memórias do que já fizera e valorizou a importância do nome que construíra ao longo de uma década. Sim, os seus limites estiveram quase a derrotá-lo; sim, entre 1997 e 2001 teve aparições esporádicas, muitas delas com o objectivo de afugentar (nem sempre com êxito) os fantasmas criados pela sua ausência. No fim, quase em desespero, reclamou uma última oportunidade. Ele lá sabia porquê.

4. Vítor Baía é um jogador de época, cuja expressão e peso relativo na história do futebol só encontra paralelo nos mitos de Azevedo, Carlos Gomes, Damas e Bento. Concluída a travessia que o trouxe de volta ao pedestal de melhor guarda-redes português - com a diferença de agora o ocupar com mais e melhores soluções técnicas; recuperada a disponibilidade física total que lhe devolveu a coragem e a confiança indispensáveis ao desempenho da função, pode até fazer um brinde às motivações perversas de quem reclamou vitória antes de tempo. Ultrapassadas dúvidas e ingratidões; desmascarada a vingança daqueles que despejaram ódios acumulados em silêncio quando o sentiram próximo do fim, Vítor Baía não tem de se preocupar: a quem discute os seus méritos como guarda-redes já só resta o preconceito, a ignorância e, em certos casos, a patetice.

Rui Dias

O Carismático Baía



«Agora só o preconceito alimenta quem pretendeu ter razão antes do tempo. Tudo tem um fim e Vítor Baía reclamou o direito a pronunciar-se sobre o seu. Decidiu que é para depois»

1. O tempo é um velho aliado do guarda-redes: traz a experiência fundamental ao cumprimento da função e, para ser perfeito, só precisa de não levar velocidade, reflexos, coragem e saúde; acrescenta factores adultos indispensáveis a um lugar exigente na responsabilidade perante o grupo (serenidade, estatuto e liderança) e está proibido de danificar as armas mais poderosas da juventude (instinto, ilusão e magia). Para o guarda-redes, ao contrário dos restantes companheiros de ofício futebolístico, os 30 anos não funcionam como limite do crescimento: são apenas uma portagem que todos pagam no caminho para a maturidade; uma fronteira imaginária na qual carimbam a expressão máxima de qualidades desenvolvidas ao longo da vida. Porque se trata de actividade que, ao mais alto nível, está interdita a menores, em regra o guarda-redes de excepção é um puzzle que se completa aos poucos.

2. O temperamento define o primeiro critério de selecção: nem todos os bons estão habilitados a ser baluartes das maiores potências. O guarda-redes de uma grande equipa parece um espectador mas faz parte do elenco; observa mas não se pode distrair; é protagonista mas passa a maior parte do tempo como actor secundário – por ter aparições esporádicas torna-se mais visível para o elogio ou a crítica. Quando comete um deslize grave, sofre mais do que nunca os efeitos da solidão: fica sem jeito, à mercê da acusação exterior de responsabilidade por todos os pecados colectivos. É então que precisa de ser forte para manter o equilíbrio (o jogo continuará a desenrolar-se longe) e perceber que a rectificação do erro pode até ficar adiada para outra altura (hora e meia, às vezes, não permite acertar todas as contas). Se nessas circunstâncias controlar as emoções e mantiver a concentração, estamos perante o anúncio solene: é o homem certo no lugar certo.

3. Moreira está a crescer bem e depressa; Quim não tem equipa; Nélson e Tiago procuram consistência. Com 27 anos, Ricardo está a cumprir as etapas que conduzem à construção de um extraordinário guarda-redes: por confiança em si próprio, mantém o desejo de participar no jogo; sem correr riscos, não perdeu preocupações de ordem estética; por temperamento, é generoso com o público na espectacularidade que empresta às acções. Aos poucos tem moderado os ímpetos e já dá mais valor à sobriedade, ao sossego e à segurança; porque a experiência é cada vez maior, passou a reger-se segundo a lógica e as regras das grandes equipas – a selecção sempre, o Boavista às vezes. Todo um manual de comportamento que, em Portugal, só um guarda-redes conhece de trás para a frente: Vítor Baía. E para o caso não tem qualquer importância ser ou não melhor que os outros – advirto, porém, que remo contra a corrente e acho que sim, ainda é o melhor de todos.

4. Vítor Baía viveu sempre em grandes equipas (FC Porto, Barcelona e Portugal). Ele foi o menino-prodígio transformado em herdeiro da grande dinastia (Azevedo, Carlos Gomes, Damas e Bento); o adolescente com perfil de adulto, que resumiu precocemente maturidade, classe, inteligência, voz, confiança e intimidação; o elemento consensual de uma potência dimensionada a partir de conflitos que sempre geraram mais ódios que simpatias; o lutador que não se rendeu e aceitou pôr à prova dor e ambição. O Mundial da Coreia foi o mote para as primeiras grosserias; a ausência das listas de Scolari (mistério para o Euro-2004) legitimou sessões públicas de vampirismo indecente. Baía tem o aconchego de 14 anos marcantes para o futebol deste País; tão importante quanto isso suporta-se numa época de ouro, com a qual tem silenciado os profetas da desgraça. Agora só o preconceito alimenta os fundamentos de quem pretendeu ter razão antes de tempo. Tudo tem um fim e Vítor Baía reclama apenas o direito a pronunciar-se sobre o seu. Decidiu que é para depois. Por mim, está decidido.

Rui Dias